Desmistificando a velocidade na Internet

Artigos da série Velocidade na Internet - Guia Prático

  1. Desmistificando a velocidade na Internet
  2. As redes de Backbone e sua função
  3. As redes de Acesso - o problema…

Hoje em dia muito se fala sobre Internet. Particularmente sobre velocidade. Todas as operadoras clamam ter a “Internet mais rápida”. Ouço muitas pessoas comentando assim: “A Internet da <insira operadora de banda larga> é uma carroça.” Mas o que é essa coisa de Internet rápida? Isso é possível?

Este artigo é o primeiro de uma série que vai tentar mostrar os vários elementos que compõem a Internet e a influência deles na sua experiência com a Internet.

Colméia

Primeiro vamos entender como funciona essa tal de Internet. Não as aplicações que você usa nela, mas sim a comunicação entre os computadores conectados nela.

Existem dois tipos de provedores. O primeiro é o provedor de ACESSO, que conecta os usuários e/ou empresas à Internet. Fatalmente, este provedor de acesso vai ter de entregar o tráfego que seus clientes geram para um provedor de BACKBONE, que vai transportar esse tráfego para outros provedores de backbone, até que ele seja repassado a um outro provedor de acesso para ser entregue ao destino final.

Podemos entender então a Internet como uma colméia, onde os alvéolos são os vários provedores. Os seus dados são passados de um provedor a outro até chegar no destino final.

Temos então quatro elementos influenciando a velocidade com a qual você acessa um site na Internet:

  • O seu acesso
  • Rede do seu provedor de Acesso
  • Rede do Provedor(es) de Backbone
  • Acesso do servidor de destino

Por exemplo, para eu acessar a página da Ferrari apartir de uma conexão Virtua (NET), o tráfego passa pela rede do Virtua (Provedor de Acesso), é entregue à Embratel (provedor de Backbone), é repassado à NTT (outro provedor de backbone), depois é entregue à Seabone (mais um provedor de backbone) e repassado à Telecom Italia (provedor de acesso), antes de chegar no servidor da Ferrari.

Ou seja, além do meu computador e do servidor da Ferrari, temos cinco outras empresas participando desta comunicação. Se eu tiver problemas, de quem é a culpa?

Meu objetivo nestes artigos não é ser técnico ou treinar ninguém para ser especialista, mas sim dar uma visão prática, que pode ajudar numa decisão de qual provedor contratar, ou se vale a pena mudar de provedor.

No próximo artigo falarei sobre a rede dos provedores de acesso e de backbone. Como elas são projetadas, como elas crescem e qual a influência delas no seu tráfego.

Amplexos.

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