Como desafiar um bar inteiro e sair vivo

Continuando aquelas estórias incríveis que acontecem em bares, como aquela do PT Cruiser, essa aconteceu em um bar do Itaim Bibi, em São Paulo.

Três casais em uma mesa, conversando e bebendo alegremente. Só tinha um detalhe: uma das mulheres era objeto de cobiça de todos os homens do bar, talvez até de algumas mulheres também. Era daquelas que você não pode deixar de olhar quando vê na rua, mesmo sob pena de dormir no sofá à noite. E se vestia de forma a valorizar suas formas, quase dizendo: me olhem.

Eu tinha a sorte de estar sentado próximo da mesa dela, e vi o desconforto que reinava nos dois. Sim, porque a cada ida dela ao banheiro (e mulher quando bebe vai ao banheiro pacas) era uma festa no bar, dezenas de pescoços se virando, muitos pares de olhos admirando o belo andar da moça.

Apesar do desconforto, eles foram ficando e bebendo mais e mais. O leitor pode pensar que uma tragédia se anunciava, pois cada vez mais a atitude dos “admiradores” da bela irritava o seu namorado. Mas, para a sorte de todos, ele resistiu firme. Até o momento de ir embora.

Penso que ele deve ter pensado: “vou sacanear esse povo todo que esta olhando para minha mulher”, pois levantou com cara de bravo, protegendo a mulher e se encaminhou para a porta, entregando ao valet o tiquete do carro. E o bar todo saboreando com os olhos a bela paisagem que se via do lado de fora (o bar era aberto, estilo Rio de Janeiro). Até que ele resolveu agir.

Tirou a mão da cintura dela e colocou-a, estratégicamente, na parte mais olhada pelo bar. Mas não pensem vocês que foi aquela mãozinha de farmacêutico aplicando injeção. Foi mão mesmo. Com “M” maiúsculo. E, melhor ainda, foi correspondido, pois logo logo a mão dela fez o mesmo nele.

Um silêncio constrangedor caiu sobre o bar. Até se ouvia a música ao vivo. O recado estava dado: “Pode olhar, mas quem vai comer fazer amor com ela hoje sou eu. ”

Tem muito plaiboyzinho por aí que podia aprender com esse cara. Muita briga em bar seria evitada.

Amplexos.

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4 Comments

  1. Posted Wednesday, 6 February, 2008 at 16:46 | Permalink

    Muito bom!

    Esse é o espírito! (mas não consigo me imaginar aguentando uma situação dessas)…

    Como dizia uma amigo meu: “em todo caso, o melhor é ter sempre uma ou duas garrafas vazias na mesa”

    É Lucas, mas no meu caso por exemplo, se eu tentar usar essas garrafas, com certeza vou parar na UTI de novo, então melhor usar uma saída dessas..:D

  2. Posted Wednesday, 6 February, 2008 at 21:40 | Permalink

    Marcelão, rola de republicar no PapodeHomem?

    Abraço, brother

  3. Posted Thursday, 7 February, 2008 at 8:39 | Permalink

    Mas com certeza. Te mando via email hoje.

    Amplexos.

  4. Posted Tuesday, 12 February, 2008 at 21:43 | Permalink

    epa, então esse texto é seu? é muito bom!! :D
    adoro essas cenas inusitadas… Aliás esqueci de comentar, outro dia aqui em brasília rolou uma cena ainda mais maluca: tudo exatamente igual,exceto que a mulher, que estava de vestido, fez um bunda-lelê pra uma mesa com uns 10 homens assanhados do bar! Fiquei de cara, mas achei vulgar! hahaha

    Valeu lá pelo comment do blog, vou passar mais vezes por aqui também.
    E ps: eu nem citei a alergia a esmalte, pelos de animais, ácaro, poeira, mofo, leite… :(

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