Novela Hospital Vita - Parte I - Emergência

Desde o dia 8/12, minha voz começou a ficar rouca (sem dor na garganta) progressivamente. Tive acessos de tosse à noite em casa, que tinham sintomas diferentes do que estou acostumado (tenho bronquite desde criança).

O ponto culminante foi um desmaio em sala de aula, no Rio de Janeiro. Voltei para Curitiba, que seria o meu destino original, e tentei me cuidar da maneira tradicional. No dia 22/12, resolvi procurar a emergência do hospital Vita, pois os desmaios se intensificaram, chegando a dois ou três por dia.

O atendimento ambulatorial na emergência foi feito normalmente, porém, a medicação não surtiu efeito e no dia 25/12 estava eu de volta lá para mais uma consulta.

Primeiro epa. Não havia prontuário eletrônico, e o registro da minha consulta inicial não foi acessado por ninguém. Ou seja, o segundo médico se baseou no que eu falei para ele, e não nas impressões do outro médico. Não houve continuidade do atendimento, mas sim um novo atendimento.

Fui atendido por um Neurologista e também fiz um eletrocardiograma. Descartaram-se os motivos neurológicos e cardiológicos, ficando o pulmonar.

Dia 27/12 estava eu novamente no local, com nenhuma mudança. Dessa vez, um médico mais esperto resolveu tirar chapas dos meus pulmões e seios da face, diagnosticando uma baita sinusite e me mandando para casa com antibióticos e uma recomendação: em três dias teria de ter melhoras.

Dia 29/12: Nenhuma melhora. Mais um médico, mais uma vez tive de contar a mesma história, porém desta vez eu me estressei e exigi que eles localizassem meu histórico e apresentassem para o médico.

Mais de uma hora depois, ainda sem conseguir localizar os histórico, ela volta com minha chapas de pulmão e face e me diz que o melhor a fazer seria me internar. Como eu já estava de saco cheio de ir e vir e estava muito preocupado com os desmaios, concordei e, cinco horas depois de ter chegado ao hospital, dei entrada na UTI cardiológica.

Achei extremamente desorganizado o atendimento. Eles não tinham preparo para atender nada mais do que o básico. Um atendimento continuado não poderia ser feito ali, pois não havia preparo da equipe para isso. Mas em nenhum momento isso foi mencionado pelos atendentes ou pelos médicos (nota maldosa: em um recibo, a atendente escreveu “Dispesas Médicas”, demonstrando todo seu preparo para trabalhar em um hospital).

Se não tem condições de ofertar um serviço, tudo bem. Mas avise os seus usuários disso, de forma a permitir que eles procurem outras alternativas.

Como comentei ontem, gostaria da opinião do Dr. Health do PdH em relação a isso. Coisas como: Qual a obrigação de uma emergência, qual o suporte mínimo necessário, etc.

Amanhã falarei da primeira parte de minha estada na UTI.

Amplexos.


This entry was posted in pessoal, saúde and tagged . Bookmark the permalink. Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Post a Comment

Your email is never published nor shared. Required fields are marked *

*
*