Domingo eu fui ao parque Villa Lobos para asistir ao Telefônica Open Jazz, um festival com música, cuja principal atração foi Diana Krall, pianista canadense.
Os outros artistas presentes foram a Traditional Jazz Band e a Banda Mantiqueira.
Nesse artigo, eu vou falar sobre a organização e sobre o local do Festival. Artigos sobre os show sairão em seguida.
O parque Villa Lobos é um local desértico em São Paulo, localizado próximo do cebolão e da ponte do Jaguaré. Tem 732 mil metros quadrados de área, com pistas para caminhadas e corridas e ciclovias. Por volta do ano de 2000 foi palco de algumas mortes por relâmpagos que atingiram usuários do parque. Foram plantadas algumas árvores e considerou-se o problema resolvido (pelo menos não morreu mais ninguém).
O Desértico Parque Villa Lobos
Em um local tão descampado, um festival às 10 da manhã de um dia de sol de dezembro não podia mesmo ser boa idéia. Descobri isso na carne. Já conto mais sobre isso.
A Telefônica colocou o Palco no fundo do parque, e, como não podia deixar de ser, colocou áreas VIP, para convidados, idosos, gestantes e etc. Normalmente estas áreas formam uma faixa na frente do palco, de modo que os “normais” possam ver de trás dos VIPs. Assim, os VIPs enxergam bem e os “normais” também.
“Vamos reinventar a roda”, deve ter sido a frase de algum energúmeno estagiário da Dançar Marketing ao desenhar a disposição do palco. Eles colocaram duas grandes áreas VIP, nas bordas esquerda e direita do palco, formando uma área no meio, que eles fecharam, como se fosse um curral, com a torre com as mesas de som, etc. Dessa forma, a circulação nessa área central era muito limitada. quem entrou entrou e sair era muito difícil também. O Olé do Vereda Estreita estava mais perto desta área e teve uma visão mais precisa.
Eu fiquei ao lado esquerdo do palco, após o bolsão VIP e tinha visibilidade de quase todo o palco. Mas no show da Diana Krall os espertos fizeram outra das suas. Bom, eles colocaram o piano da Diana bem no centro do palco, e a banda por trás dela. Lindo, só que quem estava à esquerda do palco não via a banda, via somente as costas da Diana e mais nada. Muito ridículo para uma empresa que faz produção de shows.
O palco, visto de onde eu estava.
O som estava muito bom, bem regulado e com volume bem dimensionado.
O grande problema era mesmo o calor. A organização distribuiu bonés para amenizar, o que foi minha salvação. Eu estaria no hospital com desidratação se não fosse isso.
Eu sou esse de boné verde.
A Sabesp estava com um caminhão distribuindo água de graça, uma vez que não haviam ambulantes no local. Mas era água à temperatura ambiente, ou seja, uns 35 graus. Fica complicado. E também não haviam pontos de distribuição suficientes.
O resultado disso tudo foi uma cara vermelhíssima e inchada, o nariz parecendo uma lâmpada e os olhos brancos por causa dos óculos escuros.
Olha a cara do gordo depois de 5 horas de sol na cabeça.
Fica aí a revolta com a Telefônica, por não ter a menor noção de como se organiza um evento destes. Trata seus clientes desta forma e reproduz isso em um festival.
Mas valeu cada minuto, apesar do sofrimento, pricipalmente pelo show da Diana, sobre o qual escreverei mais tarde.
Amplexos.