Uma pequena História da Internet

Li hoje no Terra uma notícia que, se pode ser motivo de muitas gargalhadas, mas, depois de passadas aquelas risadas iniciais, acaba provocando uma tristeza muito grande.

Um casal (ele com 32 e ela com 27) não passava por uma fase muito boa em seu casamento. Nada de mais até aí. Os dois fazem parte de uma grande maioria de casais que não dá certo. Eu também faço parte dessa estatística.

Só que ao invés de tentarem se acertar, ou se divorciar e levar a vida, os dois resolveram simplesmente entrar em salas de bate-papo e procurar outras pessoas.

Acho que dá para descobrir o que aconteceu, né? A “Sweetie” e o “Prince of Joy” começaram a namorar virtualmente, confidenciar os problemas que tinham no casamento, e acabam por concluir que tinham encontrado a pessoa que ia resolver sua vida. Marcaram um encontro, somente para descobrir que estavam namorando virtualmente seu próprio conjuge.

Pararam de rir? Agora acompanhem comigo: Se eles descobriram um no outro sua “alma gêmea”, porque não aplicar no casamento tudo aquilo que eles falaram um para o outro online?

“De repente, eu estava apaixonada, era maravilhoso, parecia que ambos
estávamos amarrados no mesmo tipo de casamento infeliz. Depois, me senti tão traída” foi a declaração da mulher, que não explicou porque a atitude dela foi mais correta que a do marido.

“É difícil pensar que Sweetie, que escreveu coisas tão maravilhosas
para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por
anos, não foi capaz de me dizer uma única palavra agradável”. Essa foi a declaração do marido, que não percebe que Sweetie É a sua esposa.

Isso é triste, muito triste, podia ser um enredo de filme da Norah Efron, mas eles não quiseram.

Amplexos desanimados.

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