Que Wikipedia que nada! Esse fim de semana eu me reencontrei com minha infância, com a descoberta do conhecimento e da cultura.
Eu (e ela também), aprendi a ler com gibis na mão. Nada daquelas histórias de super heóis. Quando eu falo gibis, estou falando de “O Pato Donald”, “Tio Patinhas”, “Zé Carioca”, e tantos outros mais.
Pois bem, aos poucos fui passando para leituras mais consistentes, e descobri as enciclopédias. A minha primeira aventura lendo enciclopédias foi com a Enciclopédia Disney, lançada em 1972, tinha nove volumes, com histórias maravilhosas da turma de personagens disney em aventuras pelo mundo, passando conhecimento e cultura para as crianças de minha idade.
Dei de cara com uma, completinha esse fim de semana em um churrasco em casa de um amigo. Na mesma horas histórias completas vieram à minha cabeça, como o trecho em que eles estão na Itália e comem macarrão com molho de ovo cru.
Ela estava esquecida, largada em uma estante cheia de velharias, coisas esquecidas com o tempo, mas que alguém resolveu deixar por ali, ao invés de jogar em um baú. Imediatamente saquei meu celular e, com as mãos trêmulas (não de emoção, mas de excesso de cerveja mesmo), registrei aquela preciosidade.
E já ia saindo para perto da churrasqueira, quando meus olhos se deparam com outra preciosidade. Comecei a pensar seriamente em largar a latinha de cerveja, achando que estava sonhando. Uma coleção dos Manuais Disney!!!! Nova foto, emocionado novamente. O Manual do Professor Pardal bem ali, perto de mim. Como quis surrupiar todos aqueles livros para dar a ela, mas achei que não seria um bom exemplo.
Me segurando, fui me contentando com as fotos (desculpem a má qualidade, mas foto de celular é assim mesmo).
No finzinho (agora já estava revirando a estante atrás de mais coisas), achei uma coleção da Enciclopédia Conhecer, que eu tinha em casa e lia milhares de vezes por ano.
Achei também uma coleção da COMO FUNCIONA, que era uma coleção de fascículos vendidas semanalmente no jornaleiro (ok, paulistas e paranaenses, eu traduzo: banca de jornal).
Quando completava um volume, a gente comprava a capa dura e levava para encadernar. Ali aprendi como funciona um helicóptero, um revólver, uma câmera fotográfica, dentre outras coisas que se perderam com o tempo.
Depois de alguns minutos admirando aquilo tudo, voltei ao churrasco, revigorado. É muito bom saber que pessoas próximas tiveram a mesma história de vida que você. No fim, as amizades não acontecem por acaso. E ainda tive a memória reavivada com diversas passagens deliciosas das quais me lembrei. Esses livros eram meus companheiros em momentos que me faltavam amigos, ou em que não podia estar brincando com amigos.
Fim da sessão nostalgia.
Amplexos.












One Comment
Nossa… até eu que não comprei as tais enciclopedias nos “jornaleiros”, mas li com todo o cuidado (pois eram xodós de meus pais), fiquei encantada com as lembranças…
E olha…não se fazem mais gibis como antigamente….rs
Beijos