Vamos comecar as histórias do Via XV com algumas piadas internas. Quem via o povo no palco tocando nem imaginava os absurdos que a gente fazia lá. Olha, quando eu digo que a gente tocava mal, é porque era mal mesmo, começando por mim. Mas meu pagamento era em cerveja, apesar de que o Mauro tinha prejuízo, porque eu bebo bem melhor do que toco.
Bom, em uma daquelas noites em que eu e o Mauro saíamos visitando todos os bares da cidade e jogávamos a tampa da garrafa de whisky fora, paramos em um bar na Desembargador Westphalen e fomos ver um amigo tocar.
Pois o cara no intervalo senta em nossa mesa e começa a conversar. Lá pelas tantas ele nos diz: -Faz dois anos que toco aqui nesse bar e nunca errei! Dois anos sem errar!
Tirando o fato do absurdo que ele falou, chego eu para tocar na segunda-feira e tem um calendário pendurado na parede atrás do palco.
Desde aquele dia, cada besteira que fazíamos era “comemorada” como o reínicio de nossa contagem para os dois anos sem errar. Até hoje, quando vou a Curitiba e dou canja no Marvada, “vou para o calendário” diversas vezes.
Amplexos












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Saudades…