Imagine um bar que nunca está aberto. Aquelas portas de enrolar, metálicas, estão sempre fechadas. Mas, apesar disso é para ali que você sempre vai no meio da madrugada para matar a bebedeira do início da noite e começar uma nova. Chegando lá, um monte de conhecidos, duelos (às vezes discussões acaloradas) entre músicos excelentes. Você se senta, puxa um violão e participa do duelo (no meu caso sempre perdendo).
Para entrar, só sendo amigo. Tem senha na porta. O lugar é pelado. Nada de luxo.
Cada dia da semana, um “mata bebedeira”. Canja de galinha. Frango com Quirerinha de milho, etc.
A cerveja gelada, aquecendo os ânimos daquele povo que tinha acabado de sair de um local com um clima fora do comum. Muitas vezes, lá fora, zero grau, ou menos ainda, como convem àquela cidade.
Por diversas vezes vi o dono tocando, com aquela mão de talhadeira, que virou sinônimo de tocar em volume alto, até acompanhei ele tocando, embora me limitasse a uns solinhos bestas, para não atrapalhar o som que ele fazia.
E ele tocava aquele bar com a mesma incompetência que eu teria gerenciando um bar. Somos clientes, no máximo funcionários de bar. Dono? Como? Eu beberia o estoque todo, ele, dava o estoque para os amigos.
Ali dentro vivi momentos memoráveis, e vi coisas ruins, como a briga anunciada entre dois amigos.
Quando fechou, cadê a nossa desculpa para emendar a noite de sexta na feijuca de sábado?
Quando comecei a escrever este post, procurei notícias sobre ele na Internet, achei algumas poucas frases. Sinto falta daquele “Uh! Cabôco” com que éramos recebidos na entrada.
Cabôco, uma para você. E conta de novo a história do Boi Cansado.
Amplexos Saudosos.


One Comment
Puxa..passei aqui p ver a nova história…mas ainda naum tem..snif..