Recentemente fui ao show do Asia no Credicard Hall aqui em São Paulo.
Som excelente, o local é muito confortável, a visibilidade do palco é muito boa. Resumindo, a estrutura para o show estava perfeita.
O Asia, apesar de ser conhecido somente pelas músicas de anúncios do Hollywood (principalmente Heat of The Moment e Only Time Will Tell), é constituído de quatro músicos excelentes, entre eles Steve Howe (ex-Yes) e Carl Palmer (ex-ELP). Então, além de ver quatro músicos de naipe tocando, ainda vi o Steve tocando The Clap e o Carl Palmer tocando Fanfare for the Common Man.
Tudo ótimo, então do que estou reclamando? Bom, eu fui de camarote, no alto, então via o palco meio de longe. Via bem, mas estava longe. Nessa situação, o telão é uma ferramenta excelente. Mas o energúmeno profissional que estava escolhendo as imagens pelo visto só tinha transmitido shows de Axé, aqueles em que o que importa é ver a gostosa cantora dançando mesmo durante uma parte instrumental. Pois é. O Steve Howe esculhambando com a Gibson ES-Artist dele e eu vendo a cara gorda do John Wetton tocando baixo. Era só o que a gente via, além das panorâmicas do palco, tiradas de trás da gente, ou seja, mais longe que nós.
Aí, no dia seguinte fomos ver o Roger Waters. Desconfortável, cheio, sem cerveja, para ver o palco só saindo na porrada com uma meia dúzia e o som não estava lá essas coisas. Mas o telão tava de arrasar. Ver a torcida do palmeiras ser jogada no espaço também foi bom, apesar de eu não ter nada contra eles. Mas o melhor mesmo foi o prisma no final.
Agora tem Jethro Tull. Espero que o até lá o “diretor” do Credicard Hall aprenda o que é um solo do guitarra.
Amplexos.












One Comment
Marcelo,
Minha primeira visita, parabéns pelo blog! Realmente o show estava muito bom, mas o som só ficou legal depois da terceira música. Estava um festival de microfonia!
Realmente o mais irritante era o telão. Quando a gente queria ver um detalhe de alguém tocando um instrumento, mostravam outro. Além do mais, nunca vi antes mostrarem um tecladista por trás do teclado, a não ser naqueles filmes bregas em que o ator não sabe tocar nada e fica balançando de um lado para o outro. Telão tem que mostrar as mãos do tecladista!
Depois dessa, quem ia lembrar de uma microfoniazinha?
Beijos!